quarta-feira, 28 de agosto de 2013


AS MANIFESTAÇÕES SOCIAIS NO BRASIL 2013

 O compartilhamento de notícias ganha força frente às redes sociais

 
Cleucy Vanja Gomes Mota¹

 
Resumo

Este trabalho mostra a importância para a sociedade na utilização das Redes Sociais, a força do compartilhamento de notícias divulgadas em tempo real de qualquer lugar do país e a falta de credibilidade dos meios de comunicação de massa tradicionais, pois, muitas vezes a percepção do que é divulgado, não corresponde à realidade.

 
Introdução
Há alguns dias o Brasil passou por inúmeras manifestações sociais, as quais foram repercutidas não somente em nível nacional, como também internacional, ficando pouquíssimas cidades de fora, talvez por falta de informações ou por encorajamento. Ao contrário daqueles que acessaram a internet e descobriram forças por trás das manifestações que atingiram todo o país, tanto usuários experientes quanto iniciantes se tornaram organizadores, comentaristas e até protagonistas dos protestos.

 A princípio, imaginou-se que o objetivo dessas manifestações, as quais ganharam as ruas de várias cidades brasileiras, fosse exclusivamente o aumento exagerado na tarifa do transporte coletivo urbano em algumas dessas cidades nacionais. O fato é que, aos poucos, os objetivos dessas manifestações tornaram-se mais extenso do que aquele anteriormente imaginado, causando grande alvoroço sustentado durante dias pela população.

Desenvolvimento
No decorrer dos últimos dias, foi provada a força das redes sociais no Brasil. Protestos contra o aumento da tarifa de ônibus ganharam destaque no Twitter e Facebook, se tornando o principal assunto compartilhado entre os usuários.

Num tempo não muito distante a população era silenciada pelos grandes conglomerados de comunicação, que ainda tentam atualmente, mas segundo Castells (2000 p. 114-115), “O ciberespaço tornou-se uma agora eletrônica global em que a diversidade de divergência humana explode numa cacofonia de sotaques”. É inegável que a Internet criou novos espaços e possibilitou à difusão de vozes, as redes sociais foram tomadas por gritos de protesto, assim como as ruas.

Enquanto os jornais e revistas expunham os fatos sob um ponto de vista específico e atendendo a uma determinada ideologia, as pessoas começaram a usar as plataformas digitais para expressar suas próprias opiniões, vale ressaltar que o custo é relativamente barato, e a comunicação chega a atingir vários usuários ao mesmo tempo.

A movimentação além de levar internautas para as ruas trouxe pessoas também para dentro das redes virtuais. No período das manifestações foram criados novos perfis, no entanto, um levantamento da consultoria Serasa Experian, divulgado pelo jornal Valor Econômico, aponta que o Facebook teve uma taxa de participação (perfis de usuários que tiveram atividade) de 70% dos brasileiros com presença no site no dia 13 de junho ─ o terceiro pico de participação do ano. O Twitter, por sua vez, contabilizou cerca de 11 milhões de twistes com a palavra "Brasil" e 2 milhões mencionando "protesto" entre os dias 6 e 26 de junho.

No manifesto foram destacados diversos protestos entre eles a diminuição na tarifa do ônibus, melhor saneamento e educação nas comunidades, segurança, o projeto “cura gay"  que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara, bem como contra a proposta que previa a atuação de médicos estrangeiros no Brasil, como ocorre no momento através do programa Mais Médico.

 
Considerações Finais
Diante do exposto, fica clara a importância das redes sociais tornando evidente o seu poder de articulação da informação se sobrepondo aos veículos tradicionais. Neste contexto foi possível perceber que a população não está inerte as decisões tomadas pelos nossos governantes. Com a era da informação a situação dos meios tradicionais de comunicação talvez esteja ultrapassada para o momento digital em que vivemos, pois as redes funcionaram como veículo de divulgação dos atos em tempo real e a população passou a ser a detentora da informação.

 

Referências





 
 

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