quinta-feira, 29 de agosto de 2013


MANIFESTAÇÕES E O

COMPORTAMENTO SOCIAL EM 2013

Hudson Almeida da Silva

Resumo

As manifestações que estão ocorrendo nos últimos dias, esta afetando a toda a população direta e indiretamente. Precisamos entender e mostrar de forma clara porque o inicio dessas revoltas pelo Brasil.

Esse é um assunto que deverá ser esclarecido para que possamos achar um ponto chave para todas essas atuações de pessoas que saem as ruas em busca de seus direitos.

 

Introdução

Não é de agora que vemos o descaso dos governantes perante a sociedade, noticias e mais noticias sobre corrupção, desvio de dinheiro, escândalos envolvendo políticos e etc. Diante disso a população resolveu dá um basta nessa historia toda que vem causando grande revolta e repudio com tantos problemas no meio político.

Foi ai que se criou as manifestações, grupos de cidadãos lutando por seus ideais e que cada vez mais influenciaram outros a apoiarem suas causas e reclamações, jovens, velhos, crianças, homens, mulheres, todos juntos em busca de uma melhor forma política de se governar.

 

Desenvolvimento

A maior parte da população brasileira apoia os protestos que invadiram as ruas do País a partir de junho. Uma pesquisa do Ibope, feita a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), mostra que 84% dos brasileiros são favoráveis às manifestações, que motivaram o início da discussão da reforma política no País.

Política no Brasil

De acordo com o Ibope, “em relação às manifestações populares que vem ocorrendo nas últimas semanas, à maioria da população é favorável, principalmente os entrevistados das capitais, mais jovens, mais escolarizados e com maior renda familiar”. (R7-Noticias)

 

Com o passar do tempo, vemos o descaso e a falta de interesse moral e social dos governantes no Brasil. Como já conhecido, tramites e mais tramites de verbas sendo desviadas, governantes se envolvendo em escândalos, sem respeito ao cidadão que eles ali representam. A população por sua vez quis dar um basta nisso, e um dos meios que encontraram foi às manifestações, que geraram grande percussão na mídia e trouxeram grande esperança para a população desamparada.

Os protestos no Brasil em 2013 geraram várias manifestações populares por todo o país que inicialmente surgiram para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público, principalmente em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro e que ganharam forte apoio popular depois da repressão violenta e desproporcional que foi promovida pelas policiais militares estaduais contra as passeatas, levando grande parte da população a apoiar as mobilizações.

Atos semelhantes rapidamente começaram a se proliferar em diversas cidades do Brasil e do exterior em apoio aos protestos, passando a abranger uma grande variedade de temas, como os gastos públicos em grandes eventos esportivos internacionais, a má qualidade dos serviços públicos e a indignação com a corrupção política em geral. Os protestos geraram grande repercussão nacional e internacional.

Em respostas às maiores manifestações populares realizadas no Brasil desde as mobilizações pelo impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello em 1992, o governo brasileiro anunciou várias medidas para tentar atender às reivindicações dos manifestantes e o Congresso Nacional votou uma série de concessões, como ter tornado a corrupção como um crime hediondo, arquivado a chamada PEC 37 e proibido o voto secreto em votações para cassar o mandato de legisladores acusados de irregularidades. Houve também a revogação dos então recentes aumentos das tarifas nos transportes em várias cidades do país, com a volta aos preços anteriores ao movimento.

As primeiras manifestações ocorreram devido a tarifa dos transportes em 2012. No dia 27 de agosto de 2012 a prefeitura de Natal, capital do Rio Grande do Norte anunciou um súbito aumento de vinte centavos na passagem de ônibus. As primeiras manifestações ocorreram dois dias depois, em 29 de agosto, e reuniu cerca de 2 mil pessoas. Esse primeiro protesto foi duramente reprimido pela polícia. No dia seguinte, 30 de agosto, o protesto voltou com mais força e dessa vez sem confrontos com a polícia. Com a pressão popular, no dia 6 de setembro os vereadores revogaram o aumento da tarifa de ônibus. Em 13 de maio de 2013, a prefeitura de Natal voltou a aumentar o preço da passagem fazendo com que as manifestações voltassem às ruas, com confrontos com a polícia e detenções de estudantes.

 

Manifestações nacionais

As manifestações de junho tiveram duas fases demarcadas por características distintas, mas ambas organizadas online, através da rede social Facebook, principalmente pelo Movimento Passe Livre (MPL); e focadas em solucionar o aumento dos preços das taxas de transportes anunciadas.

Na primeira fase vemos um não apoio da mídia, pouca participação da população e muitos conflitos violentos entre os manifestantes e a polícia, e um foco quase exclusivo na questão do valor do transporte. No segundo momento, há uma grande cobertura da mídia, volumosa participação popular, além de aceitação de uma parcela maior da população, menos repressões policiais e atendimento de exigências quanto ao transporte.

Primeira fase

Na cidade de São Paulo, a onda de manifestações populares teve início quando a prefeitura e o governo do estado reajustaram os preços das passagens dos ônibus municipais, do metrô e dos trens urbanos de R$ 3,00 para R$ 3,20. Desde janeiro de 2011, o preço das tarifas dos ônibus municipais de São Paulo era de R$ 3,00. Já o valor das tarifas dos trens urbanos e do metrô (de propriedade do governo do estado de São Paulo) havia sido reajustado pela última vez em fevereiro de 2012 para esse mesmo valor. No início de 2013, logo após começar seu mandato, o novo prefeito Fernando Haddad anunciou que a tarifa sofreria um aumento ainda no primeiro semestre daquele ano. Em maio, o governo federal anunciou a publicação de uma medida provisória que desonerava o transporte público da cobrança de dois importantes impostos (PIS e COFINS), para evitar que os reajustes nas tarifas pudessem pressionar a inflação.  Ainda assim, as tarifas de ônibus, trens urbanos e metrô foram reajustadas para R$ 3,20 a partir de 2 de junho, desencadeando os protestos.

Segunda fase

Manifestação em São Paulo no dia 20 de junho, na Avenida Paulista.

A segunda fase dos protestos é marcada por manifestações majoritariamente pacíficas, com grande cobertura midiática e massiva participação popular, muito diferente da fase anterior. E há também novas exigências sendo colocadas em pauta e o atendimento de vários governantes quanto à redução dos valores das tarifas para utilização do transporte público. Marcado para o dia 17 de junho, uma segunda-feira, cerca de 300 mil brasileiros saíram às ruas para protestar em 12 cidades espalhadas pelo Brasil. Diferente da primeira fase, as manifestações foram no geral pacificas, com pequenos focos de vandalismo e represálias. Houve manifestações diariamente em várias cidades do Brasil entre os dias 17 e 21. Entretanto, a questão do transporte começa a sair de pauta, por ser atendida em várias cidades. E se começa uma nova etapa. Várias cidades conseguiram a reversão do aumento nos valores do transporte público. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o anúncio foi feito no dia 19 de junho, mas com tom ameaçador, onde os governantes dizem que isto afetará outras áreas, como saúde e educação.

Por volta do dia 20 de junho, as manifestações tomam outro caráter, e começam a ter temas menos focados na questão do transporte e surgem pautas como as PECs 37 e 33, "cura" gay, ato médico, gastos com a Copa das Confederações FIFA de 2013 e com a Copa do Mundo FIFA de 2014, Reforma Política. No dia 20 de junho, houve um pico de mais de 1,4 milhão de pessoas nas ruas com mais de 120 cidades pelo Brasil, mesmo depois das reduções dos valores das passagens anunciadas em várias cidades.

 

Considerações Finais

Com o que vimos anteriormente, podemos analisar que quando os direitos de uma sociedade são violados, os mesmo tendem a enfrentar de forma severa uma busca equilibrante para tal desordem.

Com essa ferramenta chamada manifestação, a sociedade encontrou um meio de deixar bem claro para seus governantes e para todos que não admitem ser lesados em algo que lhes atinjam. E que com isso os políticos e governantes possa ter mais cautela antes de tomar alguma decisão precipitadamente.

 

Referências

<http://noticias.r7.com/brasil/manifestacoes-agradam-a-84-dos-brasileiros-diz-pesquisa-ibope-06082013.>

<http://pt.wikipedia.org/wiki/Protestos_no_Brasil_em_2013>

 

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